segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Me amarrota que eu tô passado!



Bom, há alguns dias o mundo ficou sabendo que a revista DOMINO, da poderosa Conde Nast (dona do império Vogue, Vanity...) fechou as portas devido à crise que, por sua vez, afetou a publicidade, ou seja: a galera deixou de anunciar. No entanto, o que me deixou perplexo é que a revista tinha em torno de 850 mil assinantes, eu disse: 850 MIL, que pagavam para tê-la todo mês no aconchego do lar. Gente, como americano é cabaço. Veja bem, com o faturamento que ela tinha com assinatura, sem dúvida seria possível mantê-la, pelo menos até passar essa crise. Mas mesmo assim, não houve como reverter. Afe! Fiquei passado! Houve chororô de um lado, os blogueiros de plantão fizeram verdadeiros compêndios de sociologia para analisar o que fez a revista quebrar, a legião de fãs que acompanhava mensalmente o veículo se revoltou, mas não houve jeito: a bichinha se foi. Fiquei triste porque, como editor de uma revista de decoração, sei que a luta é grande. Mas o que me deixou revoltado foi que, praticamente, na mesma semana em que a DOMINO fechou, a Conde Nast lançou, com estardalhaço, a revista LOVE, com nada mais nada menos do que três capas para o leitor escolher na banca. Fiquei com aquela sensação de  (aquele tic que a Ingrid Guimarães faz no quadro que tem no Fantástico). Enfim, não entendi nada. Em todo caso, fica aqui o meu protesto pelo cabacismo de fechar uma revista sem ter jogo de cintura para reverter o que ela fatura, seja com venda em banca, seja com assinatura.

Postagem escrita ao som da música Other side Of the World, de KT Tunstall

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